​CRP10 Realiza Debates sobre a Saúde Da Mulher - 22/05/2017 00:53:17

Saúde da Mulher – Mortalidade e Violência é o tema da programação realizada pelo Conselho Regional de Psicologia 10ª Região – Pará/Amapá (CRP10), por meio da Comissão de Psicologia e Gênero. O evento é gratuito e será realizado, a partir de 8h, do próximo dia 30, no auditório Monteiro Leite, do Instituto de Ciências da Saúde da UFPA, na avenida Generalíssimo Deodoro, nº01. A programação tem o apoio do Grupo de Gênero, Feminismo e Violência – UNAMA, Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos – RedeSaúde, Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense e Conselho Federal de Psicologia.
 
A primeira mesa tem como tema “Política de Saúde da Mulher e o Controle Social” e será coordenada pela Drª Ana Cristina Guzzo (CRM- PA/04133) – Coordenadora do Programa Saúde da Criança – SESPA e integrante do Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense. Em seguida, o público confere a mesa 2: “Os Impactos da Implementação da Política de Saúde da Mulher na Saúde Feminina”, com Prof. Dra. Edna Abreu (UFPA) , que abordará “Violência obstétrica e mortalidade materna: a segurança da mulher em debate”; com Fátima Matos (Cedenpa/SDDH/Rede Feminista de Saúde), que falará da “Mulher Negra e Saúde” e com a psicóloga Mayana Okada (CRP 10/2714)  (Mestra em Teoria e Pesquisa do Comportamento - UFPA ), falando a respeito da “Saúde da mulher encarcerada”
 
Programação é alusiva ao Dia Internacional da Saúde da Mulher e Combate da Mortalidade Materna, que é celebrado em 28 de maio. As inscrições podem ser feitas na hora e local do evento. Os participantes recebem certificados digitais com a carga horária correspondente. Para mais informações estagio.cotec@crp10.org.br.
 
 
SOBRE O 28 DE MAIO:
O dia 28 de maio foi instituído como o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher no IV Encontro Internacional da Mulher e Saúde (1984, Holanda). Na oportunidade, a realização do Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos revelou que a questão da mortalidade materna era um grave problema de saúde pública em quase todo o mundo. 
Na região latino-americana e caribenha, a data de 28 de maio foi referendada como dia de luta contra a mortalidade materna no V Encontro Internacional Mulher e Saúde (1987, São José da Costa Rica). O dia 28 de maio passou a ser um dia de mobilização para a formação de Campanhas contra a Mortalidade Materna (com temáticas diferentes a cada ano) e de Comitês de Prevenção da Mortalidade Materna, na estrutura dos governos.
No dia 28 de maio de 1988, com o objetivo de denunciar os altos índices de morbidade e mortalidade materna, principalmente nos países menos desenvolvidos,  a  Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos e a Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe deram início a Campanha Mundial pela Saúde da Mulher e de Combate à Morbimortalidade Materna.  
Segundo a OMS, entre 115 mil e 204 mil mulheres morrem anualmente em países pobres, devido a abortos mal feitos. O aborto inseguro é uma realidade na região, onde se estima que cerca de uma em cada 4 mortes maternas se deve a complicações do aborto. Em países onde o aborto é permitido por lei, as mulheres têm 275 vezes mais chances de sobreviver do que nas nações onde a prática é proibida.

Desde 1996, o Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres é pautado  pela defesa do pleno exercício dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos das mulheres. Essa data foi referendada também pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dia de ação pelos direitos sexuais e pelos direitos reprodutivos das mulheres. 

No Brasil, o Ministério da Saúde definiu o dia 28 de maio, como o  Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Em  2003, através da Portaria nº 652/GM do gestor federal, foi instituída a Comissão Nacional de Mortalidade Materna. Essa comissão é responsável por identificar problemas regionais e elaborar estratégias para solucioná-los. Em 2004, foi estabelecido o Pacto Nacional pela redução da morte materna e neonatal, do qual 25 estados brasileiros são signatários.
A despeito das ações tomadas pelo governo brasileiro, a real magnitude da mortalidade materna ainda é desconhecida.  O Ministério da Saúde estima que ocorram mais de 3.000 óbitos de gestantes e puérperas por ano. A razão entre a mortalidade materna e o número de bebês nascidos vivos ainda é alta, cerca de 66 mães morrem a cada 100.000 bebês. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera como elevados os índices acima de 20 óbitos maternos por 100 mil nascidos. 

Entre as causas dessa taxa elevada de mortalidade materna está o aborto ilegal, inseguro, feito sem as mínimas condições técnicas e de higiene. A despeito da interdição legal e da punição religiosa (para a religião católica, a penalidade é a excomunhão), a realização do aborto inseguro continua ocorrendo cotidianamente no país. 

O aborto clandestino é o quarto maior responsável por morte materna no Brasil. Estima-se que sejam realizados anualmente, cerca de 1,5 milhão de abortos ilegais no país, dos quais perto de 400 mil terminam em internação e um número grande, não estimado, em morte. As regiões Norte e Nordeste são as que apresentam os maiores índices.
Fonte : https://www.pereirabarreto.sp.gov.br/noticias/23-saude/3684-dia-internacional-de-a%C3%A7%C3%A3o-pela-sa%C3%BAde-da-mulher-%C3%A9-comemorado-nesta-quarta-feira.html
 
Relatório CPI Mortalidade Materna
Fonte : http://www.portalmedico.org.br/biblioteca_virtual/cpi/CPIMortalidade_Matern.htm
 
Artigo atual sobre mortalidade materna (2017)
Fonte: http://www.blogs.ea2.unicamp.br/cienciaemrevista/2017/01/19/mortalidade-materna-e-neonatal-no-brasil/
 

AGENDA
DO CONSELHO


Roda de conversa "Um olhar sobre a interdisciplinaridade no Creas"
03/03/2018
O evento é gratuito e aberto a quem tem interesse pelo tema.

Reunião "Ano da formação em Psicologia: propostas para as novas diretrizes curriculares da graduação em Psicologia"
28/02/2018
A reunião é gratuita e aberta.

Roda de Conversa "Fevereiro de todas as cores. Saúde mental de todos os dias"
16/02/2018
Estão abertas as inscrições para a Roda de Conversa "Fevereiro de todas as cores. Saúde mental de todos os dias", que será realizada no dia 16 de fevereiro, das 9h às 12h, na Escola de Administração Penitenciária, em Belém.